domingo, 25 de março de 2018

Resenha: Me Chame Pelo Seu Nome de André Aciman

17:09:00

Livro: Me Chame Pelo Seu Nome
Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Compre: Amazon
Sinopse: Livro que inspirou o filme dirigido por Luca Guadagnino, aclamado nos festivais de Berlim, Toronto, do Rio, no Sundance e um dos principais candidatos ao Oscar de 2018.

A casa onde Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o jovem está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas na villa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver.

Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia impaciente que parece atravessar o convívio inicial dos dois surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido. Uma experiência inesquecível, que os marcará para o resto da vida.

Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Uma narrativa magnética, inquieta e profundamente tocante.


ResenhaEste é o livro mais romântico que já li em muito tempo. É também o mais sexy. 

Estou um pouco receoso em fazer esta resenha, pois o livro é de uma beleza incomparável. Eu me encontrei ansioso para virar a página para descobrir o que acontece a seguir e ao mesmo tempo relutar em seguir em frente, porque o que estava escrito era tão intenso que eu não queria deixá-lo. Quantos livros faz você querer lê-los rápida e lentamente ao mesmo tempo?

"Você é meu regresso, Oliver. Quando estou com você e estamos bem juntos, não há nada que eu queira além disso. Você me faz gostar de quem eu sou, de quem me torno quando você está comigo. Se existe alguma verdade no mundo, ela existe quando estou com você, e se eu tiver coragem para contar minha verdade a você um dia, me lembre de acender uma vela em cada altar de Roma para dar graças."

Uma vez que se foi, uma vez que aconteceu, uma vez lida, você não pode voltar, você não pode ler de novo pela primeira vez. Está memorizado, gravado em sua pele gravado em sua mente.

Me Chame Pelo Seu Nome de André Aciman é sobre o primeiro amor e sobre as marcas deixadas por ele. 

"Eu queria ser como ele? Eu queria ser ele? Ou só queria tê-lo? Ou “ser”e “ter”são verbos imprecisos no emaranhado do desejo, em que ter o corpo do outro para tocar e ser o outro que desejamos tocar são a mesma coisa, apenas margens opostas de um rio que passa de nós a ele, volta a nós e a ele novamente, em um ciclo sem fim em que as cavidades do coração, como as armadilhas do desejo, os buracos de minhoca do tempo e as gavetas de fundo falso a que chamamos identidade compartilham uma lógica sedutora, segundo a qual a distância mais curta entre a vida real e a não vivida, entre quem nós somos e o que queremos, é uma escada em caracol projetada com a crueldade impiedosa de M. C. Escher."

Me Chame Pelo Seu Nome é narrado por Elio, um adolescente de 17 anos, filho de professores universitários. Todo verão, sua família recebe jovens acadêmicos que vêm trabalhar em suas dissertações, aproveitar o calor do Mediterrâneo e ajudar o pai de Elio com sua papelada. No ano em que Elio tem dezessete anos, Oliver é o novo hóspede, um jovem professor especializado nos pré-socráticos.

A história começa no dia da chegada de Oliver em B., mas o narrador não consegue localizar o início de tudo. "Pode ser que tenha começado logo que ele chegou […]", diz Elio. Então, uma ou duas páginas depois, ele se pergunta: "Ou talvez tenha começado na praia". Antes de percebermos, ele mudou de idéia novamente: "Mas pode ter começado bem mais tarde do acredito, sem que eu percebesse". O tempo que passou obscurece não só o começo do romance, mas a origem desse desejo peculiar, esse desejo que é, de algum modo, indizivelmente diferente, mas decididamente distinto.

"[...] tempo para pensar antes de responder. — As pessoas que leem se escondem. Escondem quem são. Pessoas que se escondem nem sempre gostam de quem são."

Transformado por um breve romance que concebe seus primeiros olhares com indiferença fingida apenas para amadurecer, transformando-os numa experiência de mudança de vida que os definirá como uma nova pessoa. É uma nova vida, uma nova era e tudo o mais é medido e lembrado como antes e depois do tempo de Elio e Oliver.

A verdadeira felicidade raramente vem sem grandes sacrifícios. Elio e Oliver sabem que, enquanto eles compartilham seu amor na riviera Italiana com a grande aposta de passar suas vidas restantes com outras pessoas, em vez de ficarem juntos. Com  Me Chame Pelo Seu Nome, André Aciman deu à humanidade um belo livro de amor verdadeiro e como ele pode durar para sempre. 

"Olha só. Vocês tinham uma bela amizade. Talvez mais do que amizade. E invejo vocês. No meu lugar, muitos pais esperariam que a coisa simplesmente sumisse, ou rezariam para que seus filhos se reerguessem logo. Mas eu não sou um desses pais. No seu lugar, se houver dor, cuide dela, e se houver uma chama, não a apague, não seja bruto com ela. Arrancamos tanto de nós mesmos para nos curarmos das coisas mais rápido do que deveríamos, que declaramos falência antes mesmo dos trinta e temos menos a oferecer a cada vez que iniciamos algo com alguém novo. A abstinência pode ser uma coisa terrível quando não nos deixa dormir à noite, e ver que as pessoas nos esqueceram antes do que gostaríamos de ser esquecidos não é uma sensação melhor. Mas não sentir nada para não sentir alguma coisa… que desperdício!"

Esta história de amor brutalmente realista é mais convincente do que algumas histórias verdadeiras da vida real que podemos ler, pois carrega o peso de algo mágico, profundo e pessoal, algo enterrado, escavado e enterrado novamente sob as camadas da narrativa requintada.

Todos nós vivemos desperdiçando horas de nossas vidas em redes sociais e seria uma pena chegar ao fim de nossas vidas sem parar por algumas horas ou dias, e dedicá-los a esta história. Pior ainda não seria aprender algo com isso e deixar de encontrar alguém disposto, pronto e feliz em nos chamar pelo seu nome. Pelo menos por um verão, se não pela vida.

"Mas lembre-se, nossos corações e nossos corpos nos são dados apenas uma vez. A maioria de nós teima em viver como se tivesse duas vidas, uma é a maquete, a outra a versão final, e todas as versões entre elas. Mas a vida é só uma, e antes que você se dê conta, seu coração se cansa e, quanto ao seu corpo chega, chega um momento em que ninguém mais olha para ele. Agora há tristeza. Não invejo sua dor. Mas invejo sua dor."

Detalhes:

Título: Me Chame Pelo Seu Nome
Autor: André Aciman 

Tradução: Alessandra Esteche
Lançamento: 05/01/2018
Páginas: 288
Formato: 14 x 21 x 1,6
ISBN: 978-85-510-0273-5
Gênero: Ficção

Novo livro de Matthew Quick será lançado pela Intrínseca

16:46:00

Consagrado com o best-seller O lado bom da vida, Matthew Quick retorna com seu novo romance Todas as coisas belas, que aborda questões sobre identidade, liberdade e os complexos dilemas que marcam a transição para a idade adulta.
Aos 18 anos, Nanette O’Hare é a típica boa garota. No fundo, porém, ela nunca se sentiu realmente parte do grupo, sufocando em um permanente desconforto com diversas atitudes das amigas e com os padrões sociais. Mas tudo muda quando, no último ano do colégio, ela ganha um livro de seu professor preferido, o clássico cult O ceifador de chicletes, e fica fascinada com a mensagem de que ela pode ser de fato quem é. Nanette se torna amiga do recluso autor e se apaixona por Alex, um jovem poeta que também é fã do livro. Encantada com esse novo mundo que se abre, ela se permite, pela primeira vez, tomar as próprias decisões. No entanto, aos poucos Nanette percebe que a liberdade pode ser um desejo arriscado e começa a se perguntar se a rebeldia não cobra um preço alto demais.

O livro será lançado no dia 15 de abril de 2018.

A Incendiária de Stephen King será lançado em abril

16:42:00

O quarto volume da Biblioteca Stephen King, intitulado A Incendiária de Stephen King já está em pré-venda na Amazon. O lançamento está previsto para o dia 17 de abril de 2018.


Uma criança com o poder mais extraordinário e incontrolável de todos os tempos. Um poder capaz de destruir o mundo.

Após anos esgotado no Brasil, A incendiária volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial, com capa dura e conteúdo extra. No livro, Andy e Vicky eram apenas universitários precisando de uma grana extra quando se voluntariaram para um experimento científico comandado por uma organização governamental clandestina conhecida como “a Oficina”. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos — que assumiram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha. 

Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder absoluto e incontrolável. Pirocinética, a garota é capaz de criar fogo com a mente. Agora o governo está à caça da garotinha, tentando capturá-la e utilizar seu poder como arma militar. Impotentes e cada vez mais acuados, pai e filha percorrem o país em uma fuga desesperada, e percebem que o poder de Charlie pode ser sua única chance de escapar.

Segundo volume da Trilogia Altered Carbon será lançado em Maio

16:37:00

O segundo volume da Trilogia Altered Carbon, intitulado Anjos Partidos de Richard Morgan já está em pré-venda na Amazon. O lançamento está previsto para o dia 07 de maio de 2018.


O segundo livro da eletrizante saga de ficção científica que inspirou a série da Netflix Altered Carbon Bem-vindos de volta ao admirável e brutal mundo novo do século XXV, no qual a política global não se limita à Terra e a morte é apenas um contratempo, graças ao milagre tecnológico que preserva a consciência humana e a baixa em corpos novos. Takeshi Kovacs — ex-Emissário da ONU, cínico e rápido no gatilho — trocou de profissões, e de corpo, mais uma vez. Agora contratado como mercenário, seu dever é ajudar um governo planetário a reprimir uma violenta revolução em uma terra distante. Kovacs, no entanto, não está de fato do lado de ninguém além do seu próprio. Então, quando um piloto desertor lhe faz uma oferta lucrativa, ele não hesita em abandonar o campo de batalha e embarcar em uma traiçoeira caça ao tesouro. Tudo o que o separa de seu objetivo, uma antiga nave alienígena, são uma cidade banhada em radiação, nanotecnologia assassina e quaisquer surpresas que a avançadíssima civilização marciana possa ter deixado para trás. Mas armado com seus instintos geneticamente modificados e suas armas duplas Kalashnikov, Kovacs está pronto para qualquer coisa que entrar em seu caminho.

O sexto livro de A Roda do Tempo chega às livrarias em abril

16:30:00

O Senhor do Caos, sexto livro da aclamada série de fantasia A Roda do Tempo, chega às livrarias a partir do dia 18 de abril.

A história se passa após uma guerra tão grandiosa que destruiu o mundo, transformando nossa existência em mera lenda. Há uma crença de que, quando o Tenebroso se reerguer, o poder para combatê-lo renascerá com o Dragão, que destruirá o mundo outra vez.
Em O senhor do caos, as tramas intrincadas continuam a se desenrolar. Egwene planeja prosseguir por conta própria em seus estudos sobre o Mundo dos Sonhos enquanto se recupera de seus ferimentos, mas o código de honra Aiel pode atrasar suas lições. Em Salidar, a lealdade de Elayne e Nynaeve às dissidentes da Torre Branca as coloca em uma posição difícil: elas devem tentar proteger as Aes Sedai de si mesmas.

Mat e Perrin, por sua vez, precisam arriscar a pró­pria vida para seguir Rand. Enquanto isso, o Dragão se divide entre governar Cairhien e Caemlyn. Além disso, precisa lutar contra a voz de Lews Therin, que ameaça enlouquecê-lo. No novo volume de A Roda do Tempo, a ordem e as antigas instituições desmoronam e abrem caminho para o senhor do caos.

" Pequenos incêndios por toda parte" será adaptado por Reese Witherspoon e Kerry Washington

16:28:00

Reese Witherspoon e Kerry Washington estarão juntas em um novo projeto, depois do sucesso de Big Little Lies. As atrizes vão adaptar e estrelar Pequenos incêndios por toda parte, romance de Celeste Ng, que será publicado em maio no Brasil pela editora Intrínseca. A atração será exibida pela plataforma de serviço de streaming Hulu.



A história de Pequenos incêndios por toda parte se passa em Shaker Heights, um subúrbio calmo e moderno de Cleveland, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson, que tem como princípio de vida seguir as regras.

Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com Pearl, sua filha adolescente, e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Mas Mia carrega um passado misterioso e um desprezo ao status quo que ameaça desestruturar essa comunidade tão cuidadosamente ordenada.

Deuses Americanos ganha versão em quadrinhos pela Intrínseca

16:22:00

Mistura de road trip, fantasia e mistério, o romance Deuses Americanos alçou Neil Gaiman à fama mundial e ao posto de um dos maiores escritores de sua geração. Agora, os fãs de quadrinhos e da obra-prima do autor têm mais um motivo para celebrar: em 9 de abril, chega às livrarias o primeiro volume da trilogia de graphic novels inspiradas no clássico.

Em Sombras, Shadow Moon está completamente perdido. Recém-saído da prisão, o homem descobre que sua esposa morreu em um trágico acidente de carro. No caminho para o funeral, ele conhece o enigmático sr. Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos. É nesses encontros e desencontros que o protagonista se depara com os deuses — os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) —, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.

O livro foi feito em parceria com Scott Hampton e P. Craig Russell, dois dos quadrinistas mais conceituados da atualidade.

Além disso, o volume traz extras para nenhum fã botar defeito, como esboços dos quadrinhos e estudos de personagens, layouts originais e também capas de artistas renomados , como Fábio Moon, David Mack, Becky Cloonan e Glenn Fabry.

Netflix adquire os direitos de Para todos os garotos que já amei

16:16:00

A Netflix adquiriu os direitos da adaptação de "Para todos os garotos que já amei" e anunciou que a estreia será no meio do ano.

O filme inspirado no livro de Jenny Han terá no elenco Lana Condor (X-Men: Apocalipse), e John Corbett (Casamento Grego). Noah Centineo (The Fosters) dará vida ao apaixonante Peter Kavinsky; Janel Parrish (Pretty Little Liars) será Margot, a irmã mais velha da protagonista; Israel Broussard (Bling Ring: A gangue de Hollywood) vai interpretar Josh; e Anna Cathcart (Odd Squad) será Kitty, a irmã mais nova.




Para todos os garotos que já amei conta a história de Lara Jean, uma garota atrapalhada e ingênua, mas muito forte. Romântica, ela escreve cartas para os garotos por quem se apaixonou. Mas tem um detalhe: nunca as envia. Até que um dia essas cartas são misteriosamente enviadas aos respectivos destinatários, e a vida amorosa da personagem ganha outro rumo.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Resenha: Magnus Chase e os Deuses de Asgard - O Navio dos Mortos de Rick Riordan

19:38:00

Livro: O Navio dos Mortos 
Série: Magnus Chase e os Deuses de Asgard
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Compre: Amazon
Sinopse: O destino dos mundos está de novo nas mãos de Magnus Chase. Será que ele vai conseguir derrotar Loki de uma vez por todas?

Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses.

Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?


ResenhaMagnus Chase morreu e foi ressuscitado por uma valquíria para ser um einherjar, um guerreiro de Odin que vai lutar no Ragnarok. Magnus é um adolescente que nos dois primeiros livros da série conquistou um grupo de amigos que estão trabalhando juntos para frear o fim do mundo.

Está claro no final deste livro que a história de Magnus Chase chegou ao fim. Claro, sempre há mais histórias para serem contadas, mas o arco da história foi finalizada perfeitamente nesta trilogia.

Rick Riordan não só escreveu um livro divertido com todos os detalhes que se relacionam com a mitologia nórdica e os vikings, mas ele conseguiu levar uma história sobre heróis e deuses, e transformou-a em uma história sobre encontrar sua família. 

Sendo um adolescente “morto-vivo”, Magnus é forçado a um mundo que ele não conhece e deve se relacionar com parentes que são mais distantes dele do que qualquer um poderia imaginar. Com deuses aparecendo e gigantes tentando matá-lo, Magnus escolhe construir sua família com os amigos que o cercam.

O Hotel Valhalla, onde todos os einherjar vivem e treinam para o Ragnarok, é o lugar ideal, com milhares de pessoas vivendo a eternidade para o momento em que o mundo termina e a batalha final consome todos os seres vivos. Magnus está mais vivo agora como um guerreiro morto do que quando estava vivo na terra.

Seus amigos consistem de um guerreiro viking morto chamado Halfborn Gunderson, um ex-terrorista irlandês chamado Mallory Keen, Thomas Jefferson Jr. um veterano afro-americano da Guerra Civil, um adolescente muçulmano chamado Sam que também é uma valquíria e um personagem fluido de gênero chamado Alex, que pode mudar para o que quiser. Com seus amigos anão e elfo, Blitzen e Hearthstone, Magnus tem um grupo considerável de aliados com os quais ele pode aprender e crescer.

Magnus ganha humildade e força não por ser o filho do deus Frey, mas pelas amizades que ele formou. Seu sucesso final não dependerá da ajuda que ele recebe dos deuses, mas dos amigos que ele fez.

Então há o Loki. Enquanto personagens como Odin são retratados como figurantes, e Thor não é nada parecido com o heróico guerreiro que o mundo dos cinemas escolheu retratar, nós realmente não vemos muito dos deuses. O principal vilão desta série, Loki, sua fuga desencadeou uma cadeia de eventos que aproxima o mundo do Ragnarok.

Loki não é um cara legal, e o tratamento horrível que ele dá a seus filhos Alex e Sam mostram como ele é narcisista e egocêntrico. Loki só está interessado em uma coisa, e isso é Loki. Sua liberdade custou a vida de muitos, e seu único objetivo é destruir o mundo, simplesmente porque ele quer. Que tipo de pessoa maníaca pensa assim?

Rick Riordan faz de seu Loki um deus que não tem consciência, nem sentimento, exceto por alegria quando os outros sofrem. Mas o que Riordan faz por seus leitores não é montar uma batalha explosiva e destrutiva, mas sim uma disputa de insultos. Explosões podem ser grandes, mas as palavras são a arma mais destrutiva que alguém tem, e agora Magnus Chase deve derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo.

Há muitos momentos de humor ao longo do livro, mas Riordan também colocou muitas questões sociais neste livro que mostram sobre a natureza do mundo hoje. Ter o personagem Alex sendo fluido de gênero, mudando constantemente de homem para mulher, desafia a percepção dos leitores sobre o que é uma identidade. Riordan ainda empurra as perguntas que um leitor pode ter sobre Alex usando Magnus como nossa peça falante. A aceitação e amor que Magnus tem por Alex sem dúvida ajudará as crianças a entender e aceitar que somos todos diferentes e que a identidade de gênero não precisa nos definir.

Um dos outros amigos de Magnus, Sam, é uma muçulmana que está observando o Ramadã. Ela é retratada como uma amiga e lutadora forte, leal e disciplinada, e sem dúvida fornece uma visão contrastante de alguns estereótipos atuais. Somos definidos por nossas ações e não pelos rótulos que a sociedade colocou sobre nós. Riordan faz o leitor ver isso através de sua história, e ele deve ser creditado com o aprofundamento da discussão sobre o preconceito que é evidente no mundo, e como a sociedade precisa passar por ele.


Detalhes:

Título: O Navio dos Mortos

Série: Magnus Chase e os Deuses de Asgard
Autor: Rick Riordan

Tradução: Regiane Winarski
Lançamento: 03/10/2017
Páginas: 368
Formato: 16 x 23 x 1,8
ISBN: 978-85-510-0247-6
Gênero: Ficção

Resenha: Os 27 Crushes de Molly de Becky Albertalli

19:36:00

Livro: Os 27 Crushes de Molly
Autor: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Compre: Amazon
Sinopse: Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.

Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.

Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?

Em Os 27 crushes de Molly , a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.


ResenhaOs 27 Crushes de Molly é o segundo romance publicado por Becky Albertalli, autora do Simon vs. A Agenda Homo Sapiens (Com Amor, Simon). Os 27 Crushes de Molly segue Molly Peskin-Suso, uma jovem de 17 anos que teve 26 paixões e uma taxa de sucesso de zero por cento com qualquer uma delas. Molly vê sua irmã gêmea, Cassie, entrar e sair do amor e se pergunta por que ela nunca compartilhou as mesmas experiências. Então, de repente, há dois garotos na vida de Molly: o hipster Will e o fofo Reid. Ela não tem certeza se está se apaixonando por qualquer um deles, mas tem certeza de que eles não estão se apaixonando por ela. Ou será que eles estão?

Os 27 Crushes de Molly combina a estranheza do ensino médio com a beleza do primeiro (ou vigésimo sétimo) amor e a luta de se descobrir. Becky Albertalli definitivamente entende seu público e constrói a história e os personagens para retratar efetivamente vários aspectos da experiência do ensino médio. Eu vi a mim e aos meus amigos em pedaços de cada personagem que tornaram seus problemas muito mais importantes e reais para mim.

Falando de personagens, Becky Albertalli não perdeu a originalidade com nenhum deles. Molly era um personagem principal perfeitamente defeituosa. Ela tinha problemas, mas também era divertida, peculiar e simpática. Eu realmente me importava com a vida dela e esperava ver os conflitos resolvidos a seu favor. Todos os personagens secundários também foram interessantes e tão fáceis de se apegar. Adoro ler livros que incluem um grande elenco de personagens divertidos e definitivamente esse não decepcionou. A dinâmica entre os personagens era muito bem trabalhada, interessante e real. O funcionamento interno do grupo de amigos de Molly era bem escrito e desenvolvido. Eu entendi como cada amigo se encaixava no grupo e porque eles eram um personagem necessário para o enredo geral.

Becky Albertalli também incluiu uma grande variedade de diversidade em seus personagens, o que eu realmente gostei. Ela misturou pessoas de diferentes sexualidades, etnias, origens e pesos. Isso realmente fez com que os personagens parecessem reais, pois representavam a diversidade que existe em nossa sociedade hoje. Isso é algo que às vezes é esquecido na ficção, então foi ótimo vê-lo tão graciosamente real neste romance.

O único problema real que tive com este livro foi a pequena previsibilidade. Para mim isso existe em quase todos os contemporâneos e apenas parece um subproduto necessário de ter personagens fáceis de entender que também estão vivendo em um mundo que conheço. É claro que é fácil prever o que acontecerá a seguir quando você ou alguém que você conhece já tenha vivido algo semelhante. Mesmo que tenha havido alguns momentos de previsibilidade, eu ainda gostei muito da experiência de leitura e dos sentimentos que o livro despertou em mim.

Os 27 Crushes de Molly, de Becky Albertalli, capta perfeitamente os sentimentos constrangedores e autoconscientes de qualquer adolescente tímido que só quer ser amado, mas não quer arriscar a rejeição que costuma levar para chegar lá. Este romance de amadurecimento peculiar e engraçado levou Albertalli a ser uma das melhores autoras da vida pra mim, por escrever com uma perspectiva tão aberta e honesta sobre os pensamentos e sentimentos cotidianos de muitos dos jovens de hoje.

Eu não quero mergulhar muito no romance, já que posso acabar dando algum spoiler, mas eu quero dizer que o livro é ótimo, com personagens reais e diversificados. Eu me vi mais apaixonada pelos personagens a cada página, já que vários deles se apaixonaram um pelo outro. Os 27 Crushes de Molly também deixa ao leitor algumas lições sobre a vida, o amor e a adolescência. Eu os levei a sério e acho que muitos jovens leitores adultos também.

Eu recomendo Os 27 Crushes de Molly a todos e quaisquer adolescentes e jovens. Eu acho que há muito o que aprender dentro desta história e você pode aprender tudo enquanto se entrega a algum drama e romance clássico. Este livro já é o sonho de qualquer amante contemporâneo e também seria um livro fácil de dar a um amigo que pode ser mais novo na cena da leitura. Não importa quem você seja, acho que é fácil encontrar algo para amar neste livro. Becky Albertalli EU TE AMOOOOOOO 💓💓💓💓💓.


Detalhes:

Título: Os 27 Crushes de Molly
Autor: Becky Albertalli

Tradução: Regiane Winarski
Lançamento: 14/08/2017
Páginas: 320
Formato: 14 x 21 x 1,6
ISBN: 978-85-510-0236-0
Gênero: Ficção

domingo, 28 de janeiro de 2018

Resenha: Tartarugas Até Lá Embaixo de John Green

16:54:00

Livro: Tartarugas Até Lá Embaixo
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Compre: Amazon
Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.


ResenhaTartarugas Até Lá Embaixo é o primeiro romance do autor John Green desde o sucesso de A Culpa é das Estrelas em 2012. Enquanto esse livro abordava a questão dos adolescentes com câncer, este novo romance concentra-se em uma protagonista que sofre de ansiedade e pensamentos e comportamentos obsessivo-compulsivo. Green, que compartilhou publicamente que também tem TOC, baseou as lutas da personagem principal em suas próprias experiências de vida.

Em Tartarugas Até Lá Embaixo, John Green conta a história de Aza Holmes, de 16 anos, que luta contra o transtorno obsessivo-compulsivo, pensamentos intrusivos e repetitivos e extrema ansiedade. Aza tem uma melhor amiga, Daisy Ramirez, uma extrovertida entusiasta (e fã de Star Wars) que pode falar sobre qualquer coisa com qualquer um. Os pensamentos indesejados de Aza fazem com que ela se sinta desconectada de si mesma e do aqui e agora. Sua principal preocupação é que ela pode contrair uma infecção bacteriana como C. diff.

"- Tanto faz. O mais apavorante não é girar sem parar numa espiral crescente, é girar sem parar na espiral que se afunila. È ser sugado para um redemoinho que vai se fechando mais e mais e esmagando seu mundo até você estar apenas girando sem sair do lugar, preso numa cela que é exatamente do seu tamanho e nem um milímetro a mais, até você finalmente se dar conta de que na verdade não está preso na cela. Você é a cela."

Quando um bilionário local de Indianápolis desaparece e a polícia oferece uma recompensa de US $ 100.000 por informações sobre seu paradeiro Aza e sua melhor amiga Daisy decidem resolver o mistério do bilionário fugitivo. Elas planejam descobrir onde ele desapareceu para que elas possam reivindicar a recompensa. Para resolver o mistério, Aza tem que se reconectar com o filho do fugitivo, Davis Pickett, seu amigo de infância. Embora isso acrescente mistério, drama e romance ao livro, é apenas metade da história.

Aza e Davis imediatamente se conectam e parece que um romance está destinado a desenvolver-se no meio de um mistério promissor. Mas este é um romance de John Green e as coisas nem sempre são como parecem.

"Você se lembra do seu primeiro amor porque os primeiros amores mostram - provam - que você pode amar e ser amada, que nada nesse mundo é merecido exceto o amor, que o amor é ao mesmo tempo como e por que você se torna uma pessoa."

O romance é um equilíbrio entre o que Aza experimenta no mundo exterior com todos os seus amigos e sua constante batalha interna. A narrativa de Green explora sensivelmente o sofrimento causado por transtorno obsessivo-compulsivo. 

"Tartarugas Até Lá Embaixo" é uma expressão conhecida que reconhece o paradoxo do "Motor Imóvel" que ocorre em um problema de regressão infinita. O paradoxo surgiu de um antigo mito que acreditava que o mundo estava equilibrado na parte de trás de uma grande tartaruga, e aquela tartaruga equilibrada nas costas de outras tartarugas que continuam infinitamente. Assim como as tartarugas, os pensamentos de Aza ficam maiores e mais esmagadores, quanto mais ela continua a pensar sobre eles mais esmagadores eles ficam, anulando completamente sua capacidade de se concentrar.

A saúde mental de Aza é frágil, pois ela constantemente luta contra demônios internos e tenta esconder a extensão de seu problema. Seu TOC está afetando sua vida e ela involuntariamente piora sua situação porque perde o controle. Daisy é uma grande amiga e lembra ao leitor que quase sempre são nossos amigos mais próximos que nos sustentam e nos apoiam.

"Se eu fosse a autora da minha história, teria parado de pensar sobre o meu microbioma. Teria dito a Daisy que a ideia dela para o projeto de Mychal era incrível e teria contado que me lembrava, sim, de Davis Pickett; que me lembrava de quando eu tinha onze anos e vivia com um vago porém constante medo de tudo. Teria contado que me lembrava daquela vez no acampamento, deitada ao lado dele no píer, as pernas pendendo da beirada, as costas coladas na madeira áspera, nós dois olhando para o céu limpo de verão. Teria contado que, mesmo na época, Davis e eu não conversávamos muito, sequer nos olhávamos muito, mas que isso não importava, porque estávamos observando juntos o mesmo céu, o que, para mim, talvez seja mais íntimo do que contato visual. Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu."

Como sempre, os personagens de Green são reais, defeituosos e inspiradores. Sua compreensão e experiência compartilhada de doença mental garante que os jovens com problemas de saúde mental sejam retratados com honestidade e realismo. As questões da perda, do sofrimento, da amizade, do primeiro amor e da família apresentam uma grande força a trama. O que o dinheiro pode e não pode comprar torna-se evidente, e como o amor e o apoio da família e dos amigos não podem ser replicados.

Tartarugas Até Lá Embaixo foi o romance de Green mais difícil de ler, mas também o seu mais promissor, porque é tão profundamente realista e pessoal. É uma aventura sincera, inteligente e engraçada.

Em seus agradecimentos, suas palavras finais são: "Pode ser um caminho longo e difícil, mas os transtornos mentais são tratáveis. Há esperança, mesmo que seu cérebro lhe diga que não."

"A vida é uma sequência de escolhas entre incertezas."

Detalhes:

Título: Tartarugas Até Lá Embaixo
Autor: John Green

Tradução: Ana Rodrigues
Lançamento: 10/10/2017
Páginas: 256
Formato: 14 x 21 x 1,4
ISBN: 978-85-510-0200-1
Gênero: Ficção

Resenha: Vejo Você no Espaço de Jack Cheng

16:34:00

Livro: Vejo Você no Espaço
Autor: Jack Cheng
Editora: Intrínseca
Compre: Amazon
Sinopse: Alex tem onze anos e adora o espaço sideral, foguetes, sua família e seu cachorro, Carl Sagan - uma homenagem a seu maior herói, o astrônomo autor de Cosmos e Pálido ponto azul. A missão de vida de Alex é enviar seu iPod dourado para o espaço, do mesmo jeito que Sagan (o cientista, não o cachorro) enviou os Discos de Ouro nas sondas Voyager, em 1977, com sons e imagens da Terra, a fim de mostrar aos extraterrestres como é a vida no nosso planeta. Por isso, Alex constrói um foguete. E por isso ele viaja do Colorado ao Novo México, de Las Vegas a Los Angeles, gravando tudo o que acontece pelo caminho. Ele encontra pessoas incríveis, gentis e interessantes, desencava segredos e descobre que, mesmo para um menino com uma mãe complicada e um irmão ausente, família pode significar algo bem maior do que se imagina.

Um livro tocante e delicioso sobre aprendermos a discernir realidade e aparências, Vejo você no espaço é uma lição de que família também se constrói e de que, com honestidade, força e amor, nos tornamos tão grandes quanto o próprio universo.


ResenhaNão é frequente que um escritor adulto como Jack Cheng possa capturar tão perfeitamente a voz de um garoto de 11 anos. Neste caso, o garoto é Alex Petroski, que "ama espaço e foguetes, sua mãe, seu irmão e seu cão, Carl Sagan - uma homenagem a seu maior herói, o astrônomo e autor".

Alex pode ter apenas 11 anos, mas ele acredita que ele é "mais responsável do que um monte de garotos de catorze anos". Isso provavelmente é verdade, como Alex conta ele faze a maior parte do trabalho doméstico e cozinhar, além de cuidar dele e do Carl.

"Então levei o Carl Sagan para casa comigo, e minha mãe estava deitada no sofá vendo TV, como sempre. Falei Trouxe as compras, mas também trouxe um cachorrinho. Prometo que vou cuidar muito bem dele, vou brincar com ele e dar comida e banho, e falei todas as coisas que a gente tem que dizer nessa hora. 

E ela disse Você está me atrapalhando!, então eu saí da frente da TV. A mãe do Benji, meu melhor amigo, ia pirar se ele levasse um filhote para casa, mas a minha mãe não liga, desde que eu faça o jantar e não incomode enquanto ela assiste à TV. Ela é muito legal.”

O que eu amo sobre esta passagem é como Cheng consegue transmitir a realidade da situação de Alex com tão poucas palavras, mas também retrata sua inocência infantil e sua confiança.

O livro está escrito sob a forma de gravações que Alex está fazendo para colocar em seu foguete. Cada capítulo é uma gravação, geralmente uma narração de Alex sobre o que aconteceu com ele, embora Cheng também inclua ruídos e conversas ambientais, como aconteceria em uma gravação real.

Seguindo o exemplo de seu herói Sagan, Alex pretende enviar o iPod em seu foguete com sons da Terra, incluindo descrições de sua própria vida, como um registro para formas de vida extraterrestres.

A história começa com ele preparando-se para viajar para o FFAAS, um festival de foguetes em Albuquerque, no Novo México.

Mas isso é um problema, já que Alex tem 11 anos e não podem viajar sozinhos nos transportes públicos. Mas, felizmente, ele conhece estranhos gentis que o ajudam ao longo do caminho, incluindo Zed, que também está indo para o FFAAS e está sob um voto de silêncio, e Steve, o amigo de Zed.

Ao longo do caminho, Alex é notificado pelo site Ancestry.com de que alguém com o nome exato e a data de nascimento de seu pai se casou em Las Vegas com alguém chamado Donna (e não o nome de sua mãe).

De repente, perguntando-se se o pai poderia estar vivo, e possivelmente sofrendo de amnésia, Alex decide ir a Las Vegas e tentar procurá-lo, torcendo com Zed e Steve, que estão indo para Los Angeles ao longo do caminho.

Quando uma criança lhe conta uma história, você não pode deixar de rir com as palavras divertidas que elas usam para descrever as coisas. É um mundo diferente para uma criança. Desde a primeira página, Jack Cheng pode fazer você ver o mundo através dos olhos de um menino estranho de onze anos chamado Alex Petroski em seu livro Vejo Você no Espaço, como se ele fosse o próprio menino e você é a pessoa mais velha que escuta a história mais estranha de sua vida. Este livro foi uma grande aventura. Cheng conseguiu escrever tão brilhantemente sobre situações desconfortáveis ​​da perspectiva de uma criança inocente. 

O universo às vezes se dobra para não dar o que você está procurando, mas o que você precisa. Um romance brilhante.

Há alguns grandes temas aqui, todos tratados com compaixão e sempre compreensivelmente. Bondade, otimismo e honestidade triunfam e este livro engraçado, inteligente e extraordinariamente caloroso é uma escolha perfeita para quem leu “Extraordinário” de R.J. Palacio.

Detalhes:

Título: Vejo Você no Espaço
Autor: Jack Cheng

Tradução: Thaís Paiva
Lançamento: 14/11/2017
Páginas: 288
Formato: 14 x 21 x 1
ISBN: 978-85-510-0267-4
Gênero: Ficção

domingo, 21 de janeiro de 2018

Novo trailer de Love, Simon, adaptação do livro "Simon vs. a agenda Homo Sapiens"

16:12:00

A 20th Century Fox divulgou o novo trailer de "Love, Simon". O filme é inspirado em "Simon vs. a agenda Homo Sapiens", romance de Becky Albertalli. A adaptação conta com Nick Robinson (Jurassic World e Tudo e Todas as Coisas), Katherine Langford (13 Reasons Why), Jennifer Garner (De repente 30) e Josh Duhamel (Um Porto Seguro e Transformers).

Dirigida por Greg Berlanti, responsável por séries como Arrow, Flash e Supergirl, a história acompanha a vida de Simon, um adolescente de 16 anos que vive uma paixão secreta e um dilema: será que é preciso mesmo sair do armário e contar aos pais e aos amigos que é gay?




A adaptação tem estreia prevista para 22 de março.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Novo livro de John Green, Tartarugas até lá embaixo, vai virar filme

13:59:00

A Fox está de volta aos negócios com John Green .

Tendo atingido o sucesso de bilheteria com "A Culpa é das Estrelas", o estúdio comprou os direitos do último romance de Green, "Tartarugas Até Lá Embaixo". O best-seller acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Lançado em 2014, "A Culpa é das Estrelas" foi um grande sucesso para a Fox e se tornou um fenômeno mundial, acumulando 307,2 milhões de dólares em todo o mundo e transformando Shailene Woodley e Ansel Elgort em grandes estrelas. A Fox também colaborou com Green em 2015 ao adaptar "Cidades de Papel", protagonizado por Nat Wolff e Cara Delevingne, mas este não conseguiu igualar o sucesso comercial de "A Culpa é das Estrelas", lucrando apenas 85,5 milhões de dólares no mundo todo.

Green citou suas experiências anteriores e positivas com Fox 2000 como uma das principais razões para sua decisão.

"Isso não significa que definitivamente haverá um filme, mas isso significa que pode haver um", disse Green. "Então agora é a hora de começar a inundar-me com sugestões de elenco".



Temple Hill, que supervisionou "A Culpa é das Estrelas", está produzindo o filme, com Isaac Klausner e Marty Bowen da Fox liderando o projeto. Green produzirá o filme, juntamente com Rosianna Halse Rojas.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Saiu o trailer da adaptação do romance "Todo Dia", de David Levithan

16:50:00

"Every Day", a adaptação do best-seller "Todo Dia", de David Levithan, acaba de ganhar seu primeiro trailer oficia. 

Ao som da canção "What About Us", da cantora P!nk, o vídeo apresenta a complicada rotina de A, pessoa que acorda todo dia em um corpo diferente, não importando gênero ou personalidade. Mas quando assume a vida de Justin (Justice Smith) por 24 horas, acaba se apaixonando pela namorada dele, Rhiannon (Angourie Rice) - que decide lutar pelo amor dos dois e ajudar A em sua busca por liberdade.


O elenco da adaptação de Every Day também conta com Maria Bello, Debby Ryan, Jacob Batalon (Homem-Aranha: De Volta ao Lar), Lucas Jade Zumann (Mulheres do Século 20), Owen Teague (Bloodline) e Ian Alexander (The OA). A direção é de Michael Sucsy (Para Sempre, Grey Gardens), enquanto o roteiro é assinado por Jesse Andrews (autor de Eu, Você e a Garota que Vai Morrer).


Ainda sem previsão de lançamento no Brasil, Every Day chega aos cinemas norte-americanos em 23 de fevereiro.

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Criado em Março de 2013, o The Paper Towns surgiu como um simples blog voltado para o mundo da literatura. A proposta do The Paper Towns é, sem dúvida, criar entretenimento literário diversificado e diferenciado para seus leitores. Temos como objetivo, informar, dar opiniões, resenhar, tudo relacionado com o mundo literário.




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