sábado, 5 de outubro de 2013

Cena deletada de O Último Olimpiano

Recentemente o Rick Riordan postou em seu blog um trecho deletado do livro “O Último Olimpiano”. O trecho narra o encontro de Percy com uma antiga conhecida.


Recentemente no Twitter eu mencionei a cena deletada do Último Olimpiano a qual Percy Jackson topava com sua antiga nêmeses Nancy Bobofit, a garota mortal que implicava com ele em O Ladrão de Raios. A cena foi deletado do livro para manter a narrativa em progresso, mas eu sempre gostei dela. Essa semana eu conversei com o Publisher’s Weekly sobre como decidi quais personagens se destacariam e quais seriam secundários em cada livro. Como uma extensão dessa entrevista, a cena deletada da Nancy Bobofit em exibição abaixo:

Percy, Thalia, Annabeth e Grover estão caminhando para o Central Park para lutar contra os titãs quando encontram um grupo de mortais inconscientes. Como você deve lembrar, o deus Morfeu fez todos os mortais de Manhattan dormir antes do exército de Cronos atacar a cidade:

As luzes da cidade estavam piscando. Eu acho que estavam no controlador automático. As luzes dos postes do parque brilharam, dando um aspecto assustador as ruas e as árvores – como se precisássemos de mais coisas assustadoras.

Thalia parou e ficou tensa, como se tivesse sentido algo. “Eu volto logo. Preciso checar com as Caçadoras no flanco direito.”

O seu arco apareceu em suas mãos e ela desapareceu dentre as árvores.

Nós caminhos sobre os corpos de nova-iorquinos inconscientes, movendo-lhes para um lugar seguro quando podíamos. Estávamos indo até uma ponte de pedra na parte sul do parque quando topamos com uma dúzia de crianças, todas caídos ao lado de uma bancada de pretzel, como se estivessem alinhados para comprar um lanche.

Grover ganiu. “Percy… olha.”

Ele se agachou próximo de uma garota ruiva com sardas. Ela me lembrou um pouco a Clarisse, porque era tão grande quanto, como se tivesse sido feita para derrubar jogadores de futebol.

E então meus olhos se arregalaram. “Meus deuses. É a… Nancy?”

Eu não a via há quatro anos, mas ainda assim a reconheci. Nancy Bobofit, a implicante que infernizou minha vida na sexta série. Grover e eu estivemos na Academia Yancy, e ela nos insultava sem misericórdia. Ela esteve por perto no primeiro dia em que suspeitei ser um semideus.

“Quem é Nancy?” Perguntou Annabeth.

“Uma garota que conhecíamos”, murmurou Grover. “Uma pessoa nada simpática.”

Eu olhei para as outras crianças dormindo. Algumas eu nunca tinha visto, mas me pareciam familiar.

“Essa é a nossa classe do Yancy,” Eu disse. “Eles devem estar na viagem de verão.”

“É”, Grover disse. Ele apontou para uma senhora em vestido de flores. “Essa é a Sra. Watt. Ela sempre acompanhava a viagem de verão de Nova Iorque. Se tivéssemos permanecido no Yancy…”

Ele não terminou o pensamento. Nós sabíamos que isso era impossível. Nós não vivemos vidas normais. Nunca conseguiríamos passar pelo ensino médio sem monstros nos destruindo, a escola ou ambos. Ainda assim, foi estranho olhar para antigos colegas de classe. Eu nunca voltei atrás. Tendo deixado a escola, sempre tentei deixá-la para trás por bem. Além do mais, as memórias não são boas. Mas mesmo olhando para as crianças que poderíamos ainda estar estudando, mesmo a idiota velha Nancy Bobofit, eu senti uma onda de tristeza me tomar.

“Eles estão bem no caminho da batalha,” disse Grover, olhando para mim para ver o que sugeriria.

“Nós temos que movê-los,” eu disse. “Debaixo da ponte, talvez. Eles estarão a salvo.”

“Depois de tudo que ela fez conosco,” pensou Grover, “meio que serve deixá-la ser esmagada por um exército titã.”.

“Mas nós não podemos.”

Ele suspirou. “É, você está certo. Talvez… desenhar um bigode nela, pelo menos?

Quatro anos atrás eu estaria tentado. Mas agora eu percebi que não odiava Nancy mais. Eu era uma pessoa diferente. Ela era uma mortal no caminho do perigo – éramos a única coisa entre ela e a destruição.

“Sem bigodes,” eu disse. “Annabeth, me dá uma mãozinha?”

Ela estava me estudando cuidadosamente, tentando ler meus pensamentos, mas não disse nada. Ela me ajudou a carregar o grupo escolar para um local seguro.

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Criado em Março de 2013, o The Paper Towns surgiu como um simples blog voltado para o mundo da literatura. A proposta do The Paper Towns é, sem dúvida, criar entretenimento literário diversificado e diferenciado para seus leitores. Temos como objetivo, informar, dar opiniões, resenhar, tudo relacionado com o mundo literário.




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